Triunvirato



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Um triunvirato é uma associação política entre três homens em pé de igualdade. Associação de três cidadãos que reúnem em si toda a autoridade. Governo de três indivíduos; triarquia

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    klammer
    O objetivo da piada não é degradar o ser humano, mas lembrar que ele já é degradado
    George Orwell

    12:57 pm, by lvccas Comments

    E aí então…

     

    Essa postagem, meu último legado ao Triunvirato, e portanto se posso escolher falar de algo, então eu escolho falar de amor. E Educação é sempre uma forma de amor, porque não se educa (de verdade) quem não se ama. Aos meus pais, a consciência que adquiri está agradecida pela minha educação, aos amigos, obrigada pelas lições. E aos leitores, esse tocante depoimento que colhi num desses estágios, que explica o que é essa força da educação, uma força  tão grande quanto a do amor.


    “Eu: Entendi. E daí, nesse caso então, como se “ensina”?

     

     

    Professora: Nossa. Você que vai descobrir. O ato de ensinar é um ato de amor. Se você for apenas um transmissor de conhecimento, um transmissor de informação, isso é fácil: você não dá a mínima pro seu aluno, você chega lá na frente e coloca um texto no quadro com o giz ou passa um texto como num PowerPoint e tudo bem. Jogou a informação. Só que ensinar significa penetrar no mundo de cada um dos seus alunos e resgatá-los de diversas situações que muitas vezes o fato de você estar ali e alcançar ele, vai torná-lo uma pessoa melhor. Eu, durante esses 20 anos, conheci pessoas e pessoas, cada uma com um problema diferente. Cada família com um problema diferente. E muitas vezes, eu me alegro muito quando encontro um ex-aluno por aí e vejo que ele seguiu um caminho legal, sendo que ele tinha tudo pra seguir um outro e dar errado. E daí, esse aluno me encontra na rua, como hoje aconteceu num supermercado, e grita “Rose!, olha, eu tou fazendo isso na minha vida e tal, você se lembra daquela aula assim que você deu”, eu posso até nem me lembrar mais do nome do aluno, nem mesmo de quem é o aluno, porque enfim, são mais de 20 anos. E aí, você fala assim “Pô, lembro!” e às vezes você nem lembra direito… “Puxa, sabia aquilo lá me mostrou esse caminho e eu tou fazendo isso da minha vida agora”. E isso enche você de satisfação e orgulho, mesmo que o salário seja uma porcaria, muitas vezes você vê que valeu a pena. Eu ensinei alguma coisa e fiz com que alguém que ia não fosse pra um caminho errado. E isso não é mensurável em horas-aulas….”

    11:22 pm, by amandanep Comments

    [Via @trabalhosujo ] Capa da New Yorker definindo a crise. Veja aqui:
http://www.newyorker.com/magazine/toc/2011/08/15/toc_20110808


 E uma bobeira achar que esta crise vai passar. A grande “sacada” é perceber que ela nunca foi sanada desde antes de 1929.

    [Via @trabalhosujo ] Capa da New Yorker definindo a crise. Veja aqui:

    http://www.newyorker.com/magazine/toc/2011/08/15/toc_20110808

     E uma bobeira achar que esta crise vai passar. A grande “sacada” é perceber que ela nunca foi sanada desde antes de 1929.

    08:54 am, by lvccas Comments

    Desconfie das notícias [Caso da E. Coli]

                Sempre associei inteligência a 3 capacidades fundamentais, quais são: Associar características e reações análogas, desassociar características que previamente sejam dadas como corretas e elaborar questionamentos [em todos os casos, quanto mais profundo/complexo melhor!] .

    Simples NE? Achei que não conseguiria definir Inteligência de maneira tão direta, porém tem um pequeno detalhe que é de brutal importância. Ousadia.

    Poucas pessoas são donas de pensamentos ousados, que unem conceitos de áreas diferentes e confrontam a convenção atual, pessoas que, como digo, ‘’pensam fora da Caixa’’. Percebi que não adianta ter uma inteligência absurda se não se é ousado o bastante para olhar ‘’por cima do muro’’. Será que você me entende querido leitor? Creio que sim.

    Gosto de fazer uma coisa que poucas pessoas fazem, NÃO ESTOU ME AUTO-ELOGIANDO JURO[!], que é questionar a visão e veracidade do que me chega como informação/conceito, principalmente se vier de grande conglomerado midiático.

    E estes dias vi uma notícia sobre uma bactéria, a Escherichia Coli, inofenciva e comum, vive nas entranhas dos próprios mamíferos, que vindo de uma Cepa completamente comum, a Cepa 0104, segundo toda a mídia, surgiu no meio de plantações de vegetais, acredita-se que pepinos inicialmente,  de forma mutante resistindo as mais variadas, e importantes, classes de antibióticos (Penicilinas, Tetraciclina, Ácido nalidíxico, Cotrimoxazol, Cefalosporina, Amoxicilina / ácido clavulânico, Piperacilina-Sulbactam sódico, Piperacilina-tazobactam) além do que essa nova bactéria teria uma capacidade de produzir enzimas, que seriam ‘’super poderes’’, chamadas na Ciência de ESBLs.

    A bactéria ta causando o terror na Europa! Multidões deixaram de comer vegetais por medo, o corre-corre é generalizado. Porém um questionamento me veio a mente. Se esta bactéria é comum, de uma Cepa comum e amplamente conhecida, e tem alta resistência a vários antibióticos acredito que só tenha como ela ter aparecido atravez de um processo. Primeiramente um grupão de E. Coli foram submetidas a penicilina, depois da cultura de sobreviventes as mesmas foram espoxtas a muita tetracina, depois disso a geração de sobreviventes, que agora é resistente a penicilina e Tetracina, foi exposta novamente a Amoxicilina e a geração de sobreviventes, que é resistente a Penicilina, Tetracina e Amoxicilina, é submetida sucessivamente e exaustivamente aos anti-bióticos até ficar forte e ‘’invencível’’. Mas ora, se todo este processo se faz necessário e a bactéria surgiu sem estágio intermediário, em grande quantidade no meio de vegetais (local não comum da bactéria) numa mesma conjuntura, o que nos leva a não sugerir que a mesma foi criada em laboratório?

    Como disse, sugestão, não estou afirmando, mas pare e perceba que em nenhum momento algum veiculo de mídia te guiou a pensar assim, mesmo essa hipótese sendo amplamente exeqüível. Todas as informações que achei aqui foi na mídia comum, se você procurar rapidinho  no Google irá encontra-las e confirma-las. Não estou mandando você ir além, pesquisar mais a fundo ou ‘’pensar fora da caixa’. Não sei se você é capaz disso, mas deixo apenas uma informação e encerro com uma pergunta: Você pensa quando consome mídia?

    PS: Suspeite inclusive deste autor e texto.

    02:49 am, by lvccas Comments

    O Mito Mercado – Ensaio I

    Li este texto na Revista eletronica  consciencia.net  escrito   por Renato Kress, o texto é de 2008 e faz uma crítica de como o ”Todo-Poderoso Mercado” influi e corroi nossa moral, fazendo-nos buscar perfis pessoas que sejam ”agressivas” ”dinâmicas” e ”cheias de empregabilidade” só para poder satisfaze-lo. Tenham uma ótima leitura!

     

    O que desejamos para nossos parentes, amigos e colegas nesse novo ano? (…) Há quatro mil anos eu iria a um oráculo resolver essas questões (mesmo que há quatro mil anos elas não existissem), há dois mil e poucos anos a um filósofo, há mil anos eu iria a um padre, rabino, sacerdote, há sessenta ou setenta anos eu iria a um psicólogo. Mas essas são águas passadas (ou não?).

    Feliz discurso “novo”!O que desejamos para nossos parentes, amigos e colegas nesse novo ano? É mesmo complicado termos o discernimento necessário para desejar “as palavrinhas certas” aos que nos rodeiam. Mesmo saber identificar o atributo visceral ou norteador para realizarmos nossa satisfação pessoal ou social, nosso projeto de vida, é uma tarefa um tanto desorientadora.

    OráculosHá quatro mil anos eu iria a um oráculo resolver essas questões (mesmo que há quatro mil anos elas não existissem), há dois mil e poucos anos a um filósofo, há mil anos eu iria a um padre, rabino, sacerdote, há sessenta ou setenta anos eu iria a um psicólogo. Mas essas são águas passadas (ou não?). Hoje, se desejo obter as respostas que se articulem com o universo atual, eu as procuro no nosso “guru” contemporâneo, o “todo poderoso” Mercado.

    Pensando assim me espantei com as situações inusitadas que me vieram à mente: Imagino a cena – minutos após a virada do ano – torno para a minha mãe, por exemplo, e, olhando nos seus olhos, com muito carinho e genuína preocupação com a felicidade ou “realização” dela, ternamente, digo: “Muita competitividade e flexibilidade”! Para os meus sobrinhos mais velhos, na faixa dos vinte anos, de coração desejaria um: “Muita liderança, agressividade e formação”! Aos meus amigos e conhecidos em geral eu desejaria “Muita pró-atividade e empreendedorismo!”.

    Fico imaginando se esses adjetivos realmente definiriam algo em relação à possível “realização” deles, seja financeira, seja como seres humanos, e, por alguma razão, não me vejo muito entusiasmado. Talvez porque não veja, em nenhum desses adjetivos – mercadologicamente impostos diariamente no discurso dominante em nossa sociedade contemporânea –, algo de definidor do que possamos chamar de caráter.

    Se o importante mesmo – dizem nossos especialistas (em geral economistas e seus seguidores administradores) – é ter “competitividade”, “agressividade”, “flexibilidade”, “liderança”, “pró-atividade” e outras fórmulas do sucesso devidamente pré-digerido, porque ainda assim não consigo ver todas essas características com bons olhos? Será que sou um pessimista convicto, ou essas palavras também soam ao leitor como belíssimas bolhas multicoloridas de ar esperando por serem preenchidas por conteúdos que variem de acordo com o que for mais rentável, aquilo que o momento econômico eleger como financeiramente “lógico”?

    Tábula Rasa 8.0Em primeiro lugar, por quê essas fórmulas de auto-ajuda administrativa ou financeira nos empurram que o ser humano (na realidade, segundo o discurso corrente, mais os jovens que os idosos) é um “hardware” vazio, com espaço livre para “baixar” os “programas” que precisa “ter”, como o programa da “competitividade 7.0” ou da “flexibilidade 8.1”? Uma desculpa crível (ou quase) do Mercado para iludir seu avanço acelerado na destruição de empregos e cargos de trabalho? Uma estratégia perversa para colocar sobre a “inaptidão” do trabalhador, sobre as suas pretensas “ineficácia”, “ineficiência” ou “inépcia” a culpa por sua pouca ou nenhuma “empregabilidade”?

    Brincando com a (quase extinta) língua portuguesaAliás – permitam-me um breve intervalo em defesa da comunicação (não da comunicabilidade) – não que eu seja um grande literato versado em preciosismos gramaticais, mas a língua portuguesa deriva do tronco itálico e não do germânico ocidental ou do germânico, donde provém as línguas inglesa, saxônias e neerlandesas, portanto seria de ótimo tom que alguma Academia Brasileira de Letras (se houvesse) buscasse empreender alguma reprimenda pública e pesada sobre as constantes “teratologias vocabulares” do discurso do Mercado.

    Parece-me que qualquer substantivo pode agora ser transformado em adjetivo da mesma forma e segundo o mesmo padrão que a língua inglesa, bastando a ele somar-se o sufixo “-ability” mal traduzido para o português “-abilidade” (sem “h” mesmo). Seguindo essa lógica você pode criar indistintamente vários adjetivos que, por terem o sufixo “-abilidade”, derivado de uma tradução direta (leia-se: sem passar pelo crivo da lógica interna da gramática portuguesa) da língua metropolitana, tornam-se imediatamente os únicos adjetivos possíveis e necessários para o ingresso numa vida mais “pró-ativa”, etc etc.

    Senão vejamos: Você deseja emprego? É preciso que desenvolva “empregabilidade”. Acha justo que receba uma promoção? Desenvolva sua “promocionabilidade”. Quer tirar sua carteira de motorista? Melhore (ou melhor ainda, “improve” – com sotaque brasileiro mesmo) sua “dirigibilidade”, “guiabilidade”, “motoristabilidade”, “motociclistabilidade” etc.

    Neodiscurso totalitárioDeixando brincadeiras literárias ao largo do assunto, imaginemos um mundo onde todo o discurso de construção de sentido das nossas narrativas internas, das nossas biografias, da coesão e da coerência de nossos atos e de nossas escolhas cotidianas, fosse determinado ou direcionado em busca dessas “palavrinhas ocas” cujo sentido varia ao bel prazer do Mercado, esse Demiurgo complexado e cheio de questões psicológicas insolúveis.

    Imaginemos todos nós como perfeitos produtos desse discurso: legitimamente “agressivos”, “líderes”, “pró-ativos”, “empreendedores”, “flexíveis”, “eficazes” e “eficientes”. Uma espécie de Éden do Mercado, de Idade Dourada perdida e agora reencontrada. Será que um mundo, povoado por essa qualidade de ser humano, seria viável?

    As Bestas no ApocalipseEm essência, levando as perspectivas dessas “palavrinhas” ao extremo, o ser humano que o discurso do “todo poderoso” Mercado deseja criar tem todos os atributos de um pequeno déspota voluntarioso, arrogante e vaidoso e, na realidade, ele não é nada, nem ninguém.

    Com toda a desordem programada do nosso planeta, ainda existe a necessidade de algum sentido maior que os possíveis de serem criados por essas “palavrinhas ocas”, que repetem de forma completamente desvinculada de contexto e conhecimento as teorias de um Hobbes e de um Darwin aliadas ao sociologismo frágil e mercadológico de um Spencer.

    Essa questão é urgente não só para que nossa sanidade possa permanecer levemente dentro de parâmetros aceitáveis para o convívio social, mas também para que essa ideologia dos mais “aptos” não torne o planeta inteiro “inepto”, “ineficaz” ou “ineficiente” para a vida humana.

    Resposta única do discurso únicoA velha dicotomia filosófica entre o “ter” e o “ser” encontra sua resposta rasteira (e unânime!) na lógica do Mercado: “ter é ser”. Caso o seu carro, roupa, contatos, televisão, caneta, casa ou apartamento não estejam devidamente “atualizados” para 2008 – ou seja, que eles sejam respectivamente “do ano”, “da moda”, “influentes”, “de plasma”, “do modelo do ano”, “decorado pelo X ou Y da moda”, você não é ninguém.

    A beatitude do “todo poderoso”Mas, calma, o Mercado é um Demiurgo benevolente: ainda que você não possua nada disso, há uma (remota) chance de ser reconhecido como um ser apto a se tornar um dos seletos “seres humanos”, ou “cidadãos”! Basta que você “baixe” os “programas” certos, os atributos que o discurso definiu como importantes e definidores de um ser humano habilitado para o novo universo em constante mutação: tenha “agressividade”, “liderança”, “competitividade” etc. Resumindo bem, se, nesse ano de 2008, todos nós nos comportarmos como bons consumidores, dos produtos que o Mercado seleciona, das idéias que o Mercado produz, estaremos todos concorrendo a uma ou duas vagas para “Cidadãos” daqui a dez ou vinte milhões.

    Processo SeletivoO importante é que você se planeje, seja organizado, perseverante e, principalmente, flexível, porque – não duvide! – o “todo poderoso” Mercado vai te apertar (os horários livres), esmagar (perspectivas de crescimento ou estabilidade), humilhar (manifestações de sensibilidade, que são lidas como falta de agressividade e “maturidade”), esticar (seus horários de trabalho com horas extras e treinamentos), trucidar (sua saúde mental e física). Mas não se preocupe! São apenas provas, provas “naturais”, um pequeno processo seletivo para definir “os melhores”, afinal, segundo a lógica do “todo poderoso” nem todos têm mérito suficiente para serem reconhecidos como os digníssimos “seres humanos” da “Montanha Mágica” de Davos, por exemplo.

    Texto disponível na Revista Consiência.net do escritor @rensatokress.

    07:11 pm, by lvccas Comments

    Opinião de FHC sobre a Marcha do THC [2010]

    “Tem a ver com os direitos individuais de liberdade de pensamento e manifestação. Eu não vejo como, num Estado democrático, se possa proibir a manifestação do pensamento. Você pode não concordar com uma manifestação, mas proibi-la me parece que é um abuso. Ah mas é a lei, então se você quer mudar uma lei como é que faz? Você tem que se manifestar e a sociedade tem que dar espaço pra isso. Acho que a proibição extrapola o limite do que seja o respeito à Constituição”.

    Triunvirato também Recomenda:

    Blog do Bate-Estaca feito pelo DJ Camilo Rocha, onde você encontrará muitos textos bons de Política, incluindo este assunto, e Música.

    Vídeo de FHC desaprovando a proibição da marcha da maconha.

    01:17 pm, by lvccas Comments

    Um dia desses um amigo meu veio me perguntar se eu já tinha visto um vídeo chamado “A história das coisas” e eu disse que sim e que apesar de achar o vídeo um pouco óbvio pra mim, ele era bom e com idéias interessantes. Enfim, ficou por isso.

    Hoje acordei e como não tinha nada pra fazer resolvi rever o vídeo pra relembrar as idéias que ele passava. Tive vários questionamentos durante o vídeo e uma delas resolvi colocar aqui já que a gente nunca tinha postado esse vídeo e ele é um relato interessante de como nós somos levados/enganados por idéias que são tão “óbvias”, como tinha dito pra esse meu amigo.

    Vamos lá então:

    Essa semana meu mp3 player quebrou e como eu atravesso todo dia a cidade dentro de um ônibus de transporte coletivo e uma das minhas distrações é ouvir musica resolvi pesquisar o preço de um novo que possuía mais ou menos a mesma configuração. Bem, como tinha ele há uns 3 anos eu não consegui achar nenhum com essa configuração. (1GB de memória, que eu considero suficiente pro que eu preciso). O preço de um novo e mais moderno era quase equivalente ao de um celular barato com as funcionalidades básicas então resolvi pesquisar na internet, celulares que possuíam um cartão de memória e que pudesse tocar minhas musicas enquanto eu ia pra faculdade.

    Obviamente o preço era maior, mas como meu celular está apresentando alguns problemas considerei ser vantajoso trocar por um, uma vez que seria mais econômico ter “dois aparelhos” em um só.

    Entrei num site de celulares e me dei com uma série de modelos, variando de $300 a $1800, tendo como variação uma ou outra funcionalidade ou característica, que são pouco relevantes no meu ponto de vista e que não justificam a diferença do preço. Confesso que me senti tentado várias vezes por alguns modelos que são muito interessantes e que possuem um design ou uma funcionalidade que realmente “mudaria minha vida” (impressionante como eles conseguem fazer de um aparelho a solução de todos os seus problemas).  E foi aí que esse vídeo me veio em boa hora.

    Vou dar um exemplo: há um tempo, quando cogitei trocar de celular quando precisasse,  pensei em comprar um modelo com dois chips pra ter uma segunda opção de gasto com os serviços das operadoras. Agora que eu estava interessado em um aparelho com duas funcionalidades vi os seguintes preços de modelos que considerei interessantes: com cartão ($300); com dois chips ($350); com as duas funções e mais algumas outras que não me interesso (%700).

    Eu não sei se vocês concordam comigo mas pra mim não faz sentido um aumento tão significativo do preço uma vez que em termos de tecnologia a mudança não foi nada excepcional. Definitivamente minha condição financeira vai me obrigar a escolher uma das funcionalidades (ou eu posso parcelar um aparelho desse pra sempre)

    Aí que se encaixa a idéia do vídeo, em mais ou menos 13 minutos, da obsolescência planejada e da obsolescência percebida. O que acontece na grande maioria dos casos é que se a pessoa (e essa pessoa pode ser eu) compra um celular escolhendo determinada função, passado algum tempo ela vai ter o sentimento de que aquilo não serve pra absolutamente nada uma vez que os novos modelos possuem um aplicativo novo que promete revolucionar a sua vida, mas daqui a outro pequeno espaço de tempo vai se tornar ultrapassado novamente. E esse ciclo acaba viciando. Conheço pessoas que desde quando comprei esse meu humilde aparelho de celular trocaram de modelo três ou quatro vezes só porque ele tem mais memória ou a tela é touch screen ; e essas pessoas afirmam que não viveriam sem essa tecnologia atual.

    Enfim, nessa situação concordo plenamente com a idéia do vídeo e acho que nossa principal característica não deve ser de consumidores. Parar pra refletir se essa compra é realmente importante e o quanto aquilo vai impactar no seu cotidiano é algo que deveria ser natural para todos e que por mais que tenhamos consciência de que essa postura consumista é prejudicial pra toda uma espécie ou até mesmo o planeta, todos nós estamos sujeitos a colaborar com esse maquinário desenfreado que é o capitalismo/ consumismo.

    Gostaria de deixar bem claro aqui que eu estou longe de ser um ecochato; eu só acho que não faz sentido uma postura dessas uma vez que definitivamente você não está tendo vantagem nenhuma nisso, muito pelo contrário, você só tem a perder, tanto individualmente quanto coletivamente.

    01:58 pm, by diegoazv Comments

    Ética e Política

     No grego, existem duas vogais para diferenciar e grafar a nossa vogal “e”: uma vogal breve, chamada epsilon e uma outra, longa, chamada “eta”.  Ethos, escrita com a vogal longa (eta), significa costume. Quando, porém, escrita com a vogal breve (epsilon) significa caráter, índole natural, temperamento, ou seja, conjunto das disposições físicas e psíquicas de uma pessoa.  Nesse segundo sentido, ethos se refere às características pessoais de cada um (que vão determinar quais virtudes e quais vícios cada um é capaz de praticar). Refere-se, portanto, ao senso moral e à consciência ética individuais.

    Na Grécia Antiga, Sócrates indaga sobre o que é a Virtude e o Bem, segundo Marilena Chauí ele faz aí uma pergunta que contem duas interrogações.  A primeira seria para saber se a sociedade sabe definir o que isto significa e, num segundo plano, para saber se o indivíduo sabe do significado de suas ações e se o mesmo é virtuoso. “A indagação ética socrática dirige-se, portanto, à sociedade e ao indivíduo” (CHAUÍ in SOBRE ÉTICA E POLÍTICA, p. 341).

    Logo fazendo-se esse questionamento sobre ética, chega-se a duas importantes concepções: 

    • Autonomia (auto= por si mesmo)     • Heteronomia (hetero= outro, diferente; nomos= lei).

    Sendo que Kant em certo momento disse ‘’Agir moralmente é agir pelo dever. ’’ Logo, se o Homem é um sujeito autônomo, qual é o dever do indivíduo?  A idéia de dever não introduziria a heteronomia, ou seja, o domínio de nossa vontade e de nossa consciência por um poder estranho a nós (as Leis)? Analisando o que Freud disse sobre formação do indivíduo, a respeito do Ego, Superego e Id, podemos associar que o caráter de heteronomia da ética está ligada ao Superego e a mesma se forma no desenvolvimento do indivíduo no convívio com os códigos e as leis da sociedade e da familia. Logo a Política, principalmente após o maior desenvolvimento das Polís(Cidades), se fez, intrínsecamente, influente em cada indivíduo. Portanto como seres históricos e culturais, além da nossa vontade individual, existe uma outra vontade, muito poderosa, que influencia a nossa vontade e está inscrita nas instituições, nas leis(política) e na cultura. Para Hegel,  dentro desta perspectiva, a vida ética é o acordo e a harmonia entre a vontade subjetiva individual e a vontade objetiva cultural.

    Porém no Brasil, como vimos muito bem no filme ‘’Quanto vale ou é por quilo?’’, a sociedade e a política já estão viciadas em um ciclo que antecede, até, a fundação deste país e com seu desenvolvimento foi-se tornando uma sociedade cada vez mais cheia de formalismos e burocracia na política que acabam por desestimular o indivíduo, criando assim uma classe que legisla e executa as funções do Estado sem se importar com o resultado presente na vida dos cidadãos comuns. Marx já dizia que no sistema capitalista, onde se afirmam a liberdade, racionalidade e respeito a subjetividade, há, impreterivelmente, a presença de hipocrisia pois estes valores são irrealizáveis e impossíveis numa sociedade que nos violenta na exploração do trabalho, na desigualdade social e econômica e na exclusão de parte da sociedade dos direitos políticos.   

    Epicuro certa vez disse: ‘’A justiça não existe por si própria, mas encontra-se sempre nas relações recíprocas, em qualquer tempo e lugar em que exista entre os humanos o pacto de não causar nem sofrer dano”.Com base nesta frase o que podemos pensar a respeito de um exemplo como o do deputado gaúcho Sérgio Moraes (PTB), pertencente ao Conselho de Ética da Câmara e relator do processo contra Edmar Moreira que disse a algum tempo: ‘’Estou me lixando para a opinião pública’’ ?

    Concluo que ‘’A política no Brasil não é ética, pois o brasileiro não insere política á sua ética(conduta/costume).’’  Enquanto nós tivermos preconceito com a política e a vida pública dando as costas a ela, a mesma continuada de costas para nós.

    12:41 am, by lvccas Comments



    Banksy é muito cirúrgico. Tanto que até dispensa palavras.

    Banksy é muito cirúrgico. Tanto que até dispensa palavras.

    03:07 am, by lvccas1 note Comments

    Drogas, um assunto a rever.

    O triunvirato, vulgo os três patetas,nunca conversou a respeito da situação das drogas, e do tráfico, em nosso país, mas alguns assuntos são importantes de serem discutidos entre eles: a situação  alarmante do poder do tráfico, a falta de assistência ao viciado, a descriminalização do uso e, principalmente, porque as pessoas, ênfase nos jovens, buscam essas soluções químicas de ”felicidade”.

    Mas já que ainda não as definimos sobre os tópicos acima, posto aqui este video de uma entrevista no Globo News com uma especialista no assunto que bate de frente com toda a posição retrógrada da Emissora que tenta nos passar a sua concepção ”enlatada”. Chamo a posição da Emissora de retrógrada, pois a mesma não está disposta a repensar preceitos e dogmas fugindo, levianamente, da ação fundamental que um veículo, decente, de mídia deveria fazer que é discutir, debater e expor diferentes posições de um mesmo assunto.

    10:10 pm, by lvccas Comments